domingo, 20 de maio de 2012

Fractais, uma visão de “processo”?


“Quanto maior a multidão e maior a anarquia aparente, mais perfeita é sua variação. É a lei suprema da desrazão. Em qualquer lugar onde uma grande amostra de elementos caóticos seja colhida e escalonada segundo a sua magnitude, uma forma de regularidade insuspeitada e das mais belas prova ter estado latente todo o tempo. Os pontos mais altos da fileira escalonada formam uma curva harmoniosa de proporções invariáveis; e cada elemento, ao ser posicionado, encontra como que um nicho predeterminado, cuidadosamente adaptado para contê-lo.”   Francis Galton.

Estamos falando em distribuição normal. Sabemos que processos variam mais ou menos 03 desvios padrões sempre, e esse princípio nos orienta a entender variações, criar processos novos e entender tolerâncias.

Francis Galton (1822-1911) (KEYNES, 1993; GILLHAM, 2001) nasceu em Sparbrook, na Inglaterra e era primo de Charles Darwin.  Estudou medicina influenciado pelos pais, mas veio a abandoná-la após terminar o curso. Assim como seu primo, era um viajante entusiasta, tendo sido inclusive premiado pela Sociedade Geográfica Real e pela Sociedade Geográfica Francesa por seus estudos cartográficos na região da atual Namíbia.

Em 1873-1874, Galton projetou um curioso aparelho experimental conhecido como "quincunx" também conhecido como Galton´s board  (placa ou jogo de Galton). Essa máquina era um engenhoso modelo físico da teoria dos erros, a qual ele acreditava ser aplicável a muitos fenômenos no campo da Biologia e da Física. Encerrada atrás de um vidro, havia uma seção transversal de um funil que se abria para um arranjo de pinos de metal dispostos a intervalos iguais, com compartimentos verticais abaixo dos pinos. Ao cair pelo funil, os chumbinhos de espingarda (ou  bolinhas) se distribuiriam, aleatoriamente, para a direita ou para a esquerda pelos espaços entre os pinos que representavam, na teoria de Galton, as perturbações aleatórias independentes da natureza. No final do processo, eles se acumulavam nos compartimentos inferiores em pilhas que lembram uma curva normal.




Esse dispositivo ajudou, e nos ajuda até hoje, a entender como os processos variam.

Vivemos em um mundo no qual usamos a estatística como tentativa de matematização da aleatoriedade, de forma a nos aproximar do objeto do conhecimento que, neste caso, é constituído por todos os fenômenos como os observados no “quincunx” que se devem ao acaso e apresentam características randômicas. Essa matematização evoluiu ao longo da história e hoje temos estudos como o dos fractais.

Por que falar de fractais?
Normalmente temos nossa mente focada no momento, no pequeno, e as novas fronteiras da ciência nos fornecem subsídios para sonhar e criar, transformando nossas atividades de melhoria contínua em um exercício de raciocínio e criatividade.
Bom, conversei bastante e deixo esse link com uma explicação sobre o que são os fractais. Até semana que vem! Abraço

http://www.youtube.com/watch?v=6Q1z1pvzwB8


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