domingo, 27 de maio de 2018

Por que quantificar de forma adequada o custo da não qualidade?


Para quantificar os custos da não qualidade temos um bom indicador que é a capacidade dos nossos processos, mas como medimos de forma pontual, apenas para saber se são "capazes ou não", e não como uma somatória, sempre temos uma ideia irreal de quanto realmente gastamos com falhas/perdas e desperdícios, sem saber realmente o quanto estamos gastando/investindo para reduzir esses gastos.

Tradicionalmente medimos os custos da não qualidade utilizando:

- Custo da mão de obra direta usada para a oportunidade de perda: indicada para indústrias não muito mecanizadas e com baixo índice de automação;

- Custo direto de produção “perdida”: utiliza-se quando os custos indiretos não sejam de grande monta;

- Volume de produção esperado menos o obtido: mede o comportamento dos custos da qualidade em relação à produtividade;

- Valor das vendas do produto/processo perdido: é a base que mais chama a atenção dos administradores, porém, tem o inconveniente de ser afetadas pelas mudanças de preços, políticas de marketing e alterações na demanda;

- Percentual do custo da qualidade em inspeção/separação em relação ao custo da unidade fabricada;

- Percentual da quantidade de produtos refugados em relação ao total das unidades boas produzidas;

- Percentual do custo da qualidade em relação ao faturamento total.

Ainda temos os relatórios de custos da qualidade refletindo a margem de contribuição que se perde nas vendas não efetivadas e que foram ocasionadas pela deficiência da qualidade do produto, especificando-as quanto a produtos refugados, ou ainda por produtos vendidos por preço inferior ao que seria cobrado se não tivessem problemas de qualidade. Temos ainda os custos envolvidos no "controle da qualidade", que são os recursos utilizados em inspeções, dispositivos e pessoas utilizadas.

Podemos também apontar outros custos da não-qualidade, os que normalmente não "gostamos de ver", que são os custos originados nos problemas de qualidade identificados pelas falhas internas, aqueles que a empresa paga pela má qualidade observada antes que o cliente se dê conta, como no caso de refugos e reprocessamento, também o retrabalho, a movimentação, a análise e execução de ações corretivas para soluções de problemas devidos a erros/falhas de projeto, correção de falhas de materiais e produtos rejeitados que já vieram dos fornecedores, estudos para eliminação das causas de não-conformidades detectadas na linha de produção; análise e dispensa de itens não conformes.

Podemos também somar as falhas externas que são os custos que a empresa paga pela má qualidade que chega até o cliente, que é a substituição de produtos, serviços ou informações, as compensações por perdas sofridas pelo usuário, ou seja, o Recall, que a reposição de produtos devolvidos por clientes.

Ainda temos os custos das pessoas envolvidas no atendimento a reclamações de clientes, análise de cumprimento de condições de garantia e os retrabalhos originados por reclamações de clientes, sem contar os custos por responsabilidade civil pelo fato do produto, as multas e as penalidades exigidas contratualmente, entre outros.

E por que falar disso? Porque é um "mar de oportunidades" olhar para esses números, fazer uma boa análise e investir nossos recursos para "ganhar esse dinheiro" que sabemos que perdemos, mas não identificamos onde.

As ferramentas da qualidade e as metodologias estão á nossa disposição para esse "caminhar" tão necessário!

Abraços

terça-feira, 3 de abril de 2018

Planejamento Estratégico e Melhoria Contínua



Tudo bem?


Qual a ligação entre planejamento estratégico e melhoria contínua?  Poucas organizações tem essa ligação de forma clara. Tenho visto muitas empresas com outras muitas empresas dentro, sem metas claras e objetivas, vivendo missões já envelhecidas, indicadores que muitas vezes não fazem mais sentido. E ai me vem a questão, como saber se realmente estamos melhorando?

Nos acompanhamentos de projetos sempre levo meus alunos a "linkar" suas oportunidades de melhoria aos indicadores estratégicos do negócio que aquele processo esta inserido, e quando eu pergunto se aquele porcentual que estamos buscando na melhoria ajudará a organização poucas vezes ouço uma resposta.

Como "sapo de fora" fico imaginando quanto desperdício pode estar ocorrendo quando uma Organização não tem um único caminho, não alinhando as oportunidades de melhoria no que é preciso, alinhando com o que é mais fácil, cumprindo metas de gerenciamento de qualidade, que não esta alinhado com o estratégico da empresa...e fico me questionando por que esse "descompasso"?

Como especialista acho que metas estratégicas desconectadas da Missão e Visão das organizações levam a muitos "retrabalhos" e retrabalhos são despedícios.

Momentos de muitas transformações, de cenários que mudam muito rápido e eu acredito que como "orientadores" devemos provocar fazendo questionamentos, procurar levar informações diferentes, ajudar a pensar "fora da caixa", e ajudar nossos companheiros de Lean Seis Sigma a pensar junto com sua Organização, buscando juntar esforços para que todos caminhem no mesmo sentido, o do sucesso!

Alguem já vivenciou ou esta vivenciando essa situação?

Abraço.

Fico á disposição:

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O Seis Sigma e a comunicação


Olá meus amigos! Tudo bem?

Hoje quero falar um pouco sobre comunicação, pois ela é o centro das dificuldades nas organizações e na nossa sociedade, e vivemos em busca de como realizar essa tarefa da melhor maneira possível.
Observo essa dificuldade também nos nossos processos de implantação de melhoria contínua. Quando a comunicação não é adequada todo processo é impactado.

A comunicação não é minha especialidade, longe disso, mas acredito que a forma com que é feita a liderança impacta na forma como essa comunicação é feita.

Líderes que gostam de participar e estar junto com a equipe se comunicam melhor, é o que tenho observado ao longo da minha carreira.

Temos ensinado nos nossos cursos de formação de Black Belts técnicas de comunicação e esperamos de coração que elas sejam usadas, pois elas auxiliam o entendimento do caminho da mudança e na implantação da cultura de olhar para os processos buscando fazer sempre melhor, mais rápido e sem falhas.

Definições de metas claras, acordadas com as gerencias, tendo um "sponsor" disposto a acompanhar o projeto e indicadores claros bem definidos facilitam a comunicação. As metas alinhadas com o BSC e com um bom conhecimento da Voz do cliente (temos ferramentas para isso!) tornam o processo de comunicação claro, racional e simples... um bom planejamento do processo todo também ajuda!

A utilização de ferramentas para análise de problemas (MASP) e melhorias de processos (DMAIC) ajudam a fazer uma boa comunicação.

Com essas ferramentas uma equipe entende e tem uma visão ampliada dos fatos, usando mapas (infográficos), análise de dados e gráficos para uma tomada de decisões, com um envolvimento menor das "emoções".

Eu acredito que bons lideres equipados com uma boa "caixa de ferramentas" serão capazes de fazer uma boa comunicação, sendo geradores de mudanças na cultura organizacional. Tenho muita fé no futuro!!

Fico á disposição:

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Transformação e velocidade e o aprendizado do Seis Sigma

Tempo passando muito rápido e as mudanças acontecendo em velocidade ainda maior.

Aprecio mudanças!

E venho gostando muito desse ano. As mudanças que estão acontecendo trazem uma ressignificação das nossas vidas pessoais e profissionais, principalmente no entendimento que nos capacitando ampliamos nosso conhecimento do mundo e de nós mesmos.

Por que nos capacitar em Seis Sigma melhora o conhecimento de nós mesmos?

O Seis Sigma, como metodologia, ensina ferramentas que nos ajudam a entender processos e como eles funcionam, e esse aprendizado nos fortalece na tomada de decisões.

As ferramentas estatísticas nos levam a olhar o mundo com um pouco mais de profundidade, buscando detalhes, olhar o pequeno para enxergar o grande. Deixar de ver a estatística como "caixa preta", e olhar essa ciência como uma ferramenta poderosa abre nossa mente para o mundo que vivemos.

Esse aprendizado acaba sendo transportado para nossas vidas pessoais e aí passamos a prestar mais atenção ao nosso redor, buscando observar e aprender com o que acontece. A aplicação do ciclo do DMAIC acaba se interiorizando e passamos a tomar decisões nas nossas vidas pessoais como tomamos em nossos projetos, avaliando as oportunidades, entendendo ganhos e comemorando o que melhoramos.

A formação de "belts" e das lideranças em Lean sinaliza a necessidade das transformações e coloca ênfase na velocidade que elas estão acontecendo e que precisam acontecer.

Vamos apreciar esse momento?

Boa semana!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Falando de organização e planejamento

Bom dia!
Iniciando o ano por aqui revisando o material preparado para nosso Upgrade para Black Belts, me lembrei de um post de um amigo muito querido postado em um outro blog.

Estamos falando sobre a ferramenta de Mapas Mentais, e vou aqui compartilhar com voces o texto de Hélio Pinesso (Executivo Sênior e Consultor em Project Management and Maintenance Management):

Mapas Mentais, uma ferramenta para o planejamento de projetos.





Já aconteceu com você alguma vez?
Chega a hora de elaborar um projeto e você não acha todas as informações necessárias para o planejamento?  Colaboração dos envolvidos no projeto, “por onde anda”?
Quantas vezes você ficou frustrado tentando organizar as informações que foram “garimpadas” no início de um projeto?
Ou quando você lutava para lembrar de algo óbvio, onde estava aquele tipo de conexão com um projeto que você trabalhou e tentou relacionar com as informações do projeto que você está trabalhando atualmente?
A seguir um exemplo de mapa mental com as informações necessárias para a elaboração de um Termo de Abertura do Projeto:
Na gestão do conhecimento, a metade do desafio é saber o que você não sabe.
Mas quando se trata de realmente usar o conhecimento para algum fim específico é que muitas vezes fica ainda mais difícil de compreender e comunicar o que você sabe.
Mapas Mentais são uma maneira de você organizar seu pensamento e conhecimento sobre qualquer assunto.
Mapas Mentais foram originalmente desenvolvidos por “Tony Buzan” na década de 1960 como uma forma de ajudar os alunos a melhorar suas notas usando apenas palavras-chave e imagens...você sabe como é difícil manter suas notas organizadas e relacionar estes itens em conjunto.
Normalmente, a informação é fornecida a você de uma forma linear, não necessariamente de forma sequencial. Então, quando você está tomando notas de algo novo para você, e está conectando estas ideias com as informações obtidas, você acaba tentando relacionar estas informações utilizando setas para tentar organizar os conhecimentos obtidos. 
Mapas mentais são mais eficazes porque eles enfatizam a criação e o uso de associações das informações de forma parecida como o cérebro humano funciona. O cérebro trabalha principalmente comparando, integrando e sintetizando, como cada palavra, imagem e ideia tem inúmeras ligações para compor outras ideias e conceitos.
Um modelo de mapa mental, um processo associativo de informações, começa com uma palavra ou um conceito central (título), que em seguida chama mais ideias-chave que se relacionam com esse conceito.
Você, então, pode tomar cada uma dessas ideias-chave e redesenhar com as novas informações que se relacionam com cada uma dessas palavras.
Essa forma de organização permite que um grande número de ideias relacionados possam rapidamente ser documentadas e organizadas, com praticamente nenhum esforço mental.
A natureza não-linear dos mapas mentais também torna mais fácil para “ligar” e “dar” referência cruzada para diferentes elementos do mapa. O mapa mental trabalha como uma gestão visual, as informações são facilmente relacionadas e novas ideias acabam surgindo.





Autoria dos Mapas Mentais: Tony Buzan.


Hoje existem vários softwares desenvolvidos para nos auxiliar na criação e desenvolvimento dos mapas mentais. O mais utilizado pelos Gerentes de Projetos é o MindManager, que pode ser encontrado no site da Mindjet, www.mindjet.com.
Esta ferramenta é eficiente para o planejamento e comunicação e se integra com o Microsoft MS Project, ou seja, você pode elaborar o cronograma do projeto com todas as atividades com os recursos necessários e as datas estimadas e exportar para o MS Project sem nenhuma perda de informações.
Há outros softwares no mercado como o Mind Meister (www.mindmeister.com/pt) com funcionamento Online, o Mind Node (www.mindnode.com) que é compatível somente com o MAC OS, e um gratuito como o FreeMind  (http://freemind.sourceforge.net/wiki/index.php/Download).
Os Mapas Mentais não são utilizados somente na gestão de projetos, também são muito eficazes nos planejamentos nas áreas de manutenção, produção, finanças, etc.

Vamos tentar?

Nota: A técnica dos Mapas Mentais pode não ser para todos, mas é um bom exemplo de que uma imagem vale mais que mil palavras. Funciona como uma gestão visual para o planejamento de qualquer atividade, auxiliando a visualização das informações e possibilitando ao usuário uma maior eficácia para atingir as metas de uma forma organizada.


Que 2017 seja um ano de muito sucesso para todos nós!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Filosofando sobre ferramentas de Melhoria Contínua


Boa tarde!!

Me preparando para uma semana diferente, e com um visual inspirador.





Aqui olhando o material e refletindo no aprendizado desse ano (precisando revisar meu CV :), depois de experiências maravilhosas como Voluntariado nas Olimpíadas, e muitos lugares novos no Brasil).

Encontrei bons desafios em turmas com necessidades diferentes, negócios diferentes, expectativas diferentes, regiões diferentes do Brasil, cada uma com suas peculiaridades e belezas, que sempre me fazem aprender muito das ferramentas, as do Seis Sigma e as do Lean.

São 2 paixões, cada uma com seu espaço e sua aplicação. E as oportunidades que vamos encontrando trazem a esperança de que os negócios podem ser mais rentáveis, que talentos podem e devem ser melhor utilizados, e a certeza que se os conceitos forem bem aplicados estaremos num futuro bem melhor.

Trabalhando com grupos de trainees, me enche o coração de esperança que nossas empresas no futuro possam ter uma gestão mais focada, com utilização de ferramentas poderosas, sem necessidades de gurus ou “indicadores do momento”, pois a utilização deles sem estrutura e ou necessidade, podem ser como uma roupa, atual e muito na moda, mas que “serve” para alguns apenas, não trazendo resultados e gastando recursos tão preciosos para outras necessidades.

Busco, como aprendizado diário, experimentar e conhecer coisas novas, aumentar minha “carta de cultura inútil”, sempre apoiadora de boas ideias e uma forma diferente de ver o mundo, e compartilho, nesse espírito, um link de um artigo do Lean Institute, sobre a aplicação de ferramentas e gestão Lean na agricultura.

Bom divertimento!

http://www.lean.org.br/artigos/482/uma-visita-a-uma-fazenda-lean.aspx


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Por que se planejar e autoconhecer ?


Bom dia!!

Acho que como eu muitas pessoas tem sentido que "falta tempo" para fazer tudo o que gostaríamos, ou o que temos como responsabilidade fazer.

Dentro de projetos de produção, melhoria contínua e ou de criação, buscamos nos organizar, definir tarefas e responsabilidades, mas nem sempre conduzimos esses processos da melhor forma. É o que chamamos de planejamento inadequado.

Um planejamento bem realizado representa mais da metade do sucesso de um projeto, e olha, isso não só é aplicado no nosso trabalho, mas nos nossos projetos pessoais também.

Muitas pessoas evitam parar e refletir sobre o que é mais importante nesse momento, mesmo que seja de forma ampla.

Importante é perguntar a nós mesmos qual o papel que eu tenho, onde quero chegar, quais são as minhas prioridades nesse momento, e como estou me sentindo devem ser feitas, da mesma forma que quando inciamos um projeto de Melhoria Contínua no nosso trabalho, medimos como estamos, o que o cliente espera de nós e definimos para onde queremos ir...

Quando aprendemos metodologias como o Lean Manufacturing e o Seis Sigma nas nossas vidas profissionais não levamos os conceitos para fazer melhoria na nossa vida pessoal, mas devíamos, e isso nos tornaria profissionais mais felizes e produtivos.

As ferramentas que utilizamos em processos de Coaching tem como princípio o autoconhecimento, o "as is" de como estamos e uma meta, que é para onde queremos ir, entendo nossas qualidades e habilidades e aproveitando esses recursos para chegar onde queremos.

Quando planejamos, tomamos pela mão nossa vida, demos o primeiro passo para buscar a sensação de paz e plenitude.

Os passos seguintes, como nos projetos da nossa vida corporativa serão a priorização, análise e identificação de pontos fortes, aplicação de nossas decisões e fazer delas nossa rotina, ciclo muito parecido com o DMAIC, que aplicamos na metodologia Seis Sigma.

E fica aqui lançada a idéia, vamos a ela?