sexta-feira, 16 de março de 2012

O que aprendi sobre a gestão Lean Six Sigma - Parte 6

Essa semana quero fechar o assunto sobre as lições aprendidas. Sinto vontade de falar de outras coisas...
Como já disse anteriormente, o aprendizado nunca acaba e tenho aprendido cada vez mais nessa fase de muitos treinamentos.
Lição 17. Dogmatismo, cuidado com esse inimigo: tanto os conceitos como as ferramentas Lean Six Sigma são confiáveis e valiosos. Podemos aplicar com segurança, porém, algumas vezes, terão de ser adaptados de acordo com o problema em questão. Por exemplo, o conceito de 3,4 defeitos por milhão de oportunidades pode ser, às vezes, um tanto vago. Em vez de debater questões como essa é melhor usar direto o indicador “porcentagem de defeitos no produto ou no processo final”, conforme o critério definido.
O objetivo é conseguir uma significativa melhoria da qualidade, e não utilizar o Desenho de Experimentos (DOE), a avaliação do Sistema de medição (R&R) ou qualquer outro método só por usar. Essas ferramentas são muito eficientes e têm muita aplicabilidade, mas devem ser adequadas à situação e usadas com discernimento.


Fonte: http://1.bp.blogspot.com/-Xkz--fwe_1c/TWVnOa6w8TI/AAAAAAAAGhM/h8-ty1Xe6ww/s1600/MEGCARTOON.png 


Lição 18. Burocracia, cuidado com o que não é necessário: devemos vigiar para ter certeza de que apenas os elementos burocráticos essenciais sejam agregados, examinando-os cuidadosamente para que se mantenham no menor número possível.

Conforme o Lean Six Sigma for se tornando a “sua” maneira de trabalhar, você perceberá que os indicadores criados para controle dos projetos poderão compor um “Balanced Score Card” (BSC) fácil de apresentar e analisar.


Lição 19. Manter a Caixa de Ferramentas Básicas do Seis Sigma: ferramentas estatísticas e outras compõem a espinha dorsal do Seis Sigma. Elas geralmente abrangem conceitos técnicos, tais como ênfase no sistema de medição (R&R), DOE, desdobramento da função qualidade, que são importantes na prática, mas dificilmente encontrados nos currículos de graduação.
O Seis Sigma é muito mais do que uma caixa de ferramentas. Com a experiência, tem-se descoberto que algumas ferramentas são mais importantes do que outras, e que algumas não incluídas originalmente merecem ser acrescentadas e adaptadas ao negócio que esta sendo estudado.
20. Esperar que o Lean Six Sigma se transforme em filosofia de trabalho: a implantação do Lean Six Sigma é geralmente acompanhada de muita festa. Logo em seguida, deve vir uma sólida evidência de aplicações eficientes, que tenham resultado em importantes melhorias da qualidade. Os conceitos são, então, ampliados para desafios de melhoria maiores, de longo prazo, mais focados nos sistemas e mais voltados para o cliente.
Quando o Seis Sigma se tornar arraigado na organização e estiver sendo aplicado aos vendedores e clientes, ele provavelmente não será mais uma "notícia de primeira página”. Para manter a força inicial, a empresa poderá fazer aplicações mais abrangentes, eficazes e contínuas.

Essas foram as principais lições que aprendi durante todo este tempo de ensino e aprendizagem. 
Espero que elas ajudem vocês!!! Abraço e até semana que vem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário