sexta-feira, 23 de março de 2012

A EVOLUÇÃO DO SEIS SIGMA - Parte1

Um pouco da história dessa metodologia que me encanta (ainda).
Ela é um pouco detalhada, e vou fazer em partes, como fiz com as lições, combinado?

A metodologia Seis Sigma é um agregado de ferramentas, algumas novas e outras antigas, organizadas no ciclo do DMAIC ( definir, medir, analisar, implementar e controlar)

O general George Patton (general do 3º Exército dos Estados Unidos da América durante a Segunda Guerra Mundial), ótimo aluno de história, acreditava que quem não aprende com os erros do passado está fadado a repeti-los. Isso também é verdade na área da qualidade e da melhoria contínua. Entendendo as raízes da qualidade e as razões por trás dos métodos, estaremos preparados para lançar bons projetos e iniciativas em larga escala.


Para mim a historia do Seis Sigma começa em 1798 com Eli Whitney, no conceito de produção em série e peças intercambiáveis.


Fonte: http://www.cottontimes.co.uk

Esse moço é mais conhecido pela invenção do descaroçador de algodão. Em 1787, Eli Whitney causou um grande impacto no processo de fabricação moderno criando um revolucionário sistema de uniformidade e, em 1798, assinou um contrato com o governo americano para produzir 10.000 mosquetes (antiga arma de fogo). Nesse conceito ele introduziu a ideia de que era possível produzir peças intercambiáveis semelhantes, em termos de tamanho e função,   permitindo uma seleção aleatória das peças usadas quando na montagem dos mosquetes.
Durante todo o século seguinte, o conceito de qualidade utilizado foi o de definir meios de verificar se as novas peças combinariam com as peças originais ou com o projeto original. Nesse momento da história a reprodução exata nem sempre era necessária, prática, econômica ou mensurável.
Métodos objetivos para medir e garantir coerência de dimensão só aparecem por volta da metade do século XIX com a criação e o uso de medidores que serviam para verificar a dimensão mínima de uma peça nova (go gages), o princípio dos “Poka Yokes” de hoje. A reprodução correta da dimensão máxima passou a ser garantida com o uso dos medidores “no go gages”, criados cerca de 30 anos depois. Os limites de tolerância mínimos e máximos, medidos com o uso desses medidores, foi o início das especificações.

Em 1913 temos Henry Ford com a criação da linha de montagem móvel para automóveis. As peças com medidas pré-determinadas se tornam uma necessidade. Era fundamental que apenas peças boas estivessem disponíveis para uso, de forma que a linha de montagem de produção não fosse obrigada a diminuir o ritmo ou parar enquanto um trabalhador vasculhasse pilhas de peças para encontrar uma que servisse.


Fonte:http://3.bp.blogspot.com

Com a Revolução Industrial e os crescentes volumes de produção, foram necessários diferentes métodos de medição e ensaio a fim de garantir um produto semelhante ou igual ao projeto.
Não era mais prático utilizar os medidores “go gage” e “no go gage”... tornando-se uma realidade a necessidade de métodos para monitorar a coerência do processo usado para produzir peças e o uso de amostragem em vez de uma inspeção geral .

Esse é o início da nossa viagem pela história.. até semana que vem.


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