sábado, 31 de março de 2012

A EVOLUÇÃO DO SEIS SIGMA - Parte 2

A EVOLUÇÃO DO SEIS SIGMA
(de 1798 a 2004)


Parte 2

Atrasada essa semana, mas por um bom motivo... foi bem bom treinar ensinando ferramentas de DOE (desenhos de experimento) com o pessoal da Autolive, em Taubaté;

E continuamos na história...     

Chegamos no período chamado de entre guerra (período que se estende do fim da primeira guerra mundial, em 11 de novembro de 1918, até o início da segunda guerra mundial, em 1 de setembro de 1939) Esse período foi marcado pela Grande Depressão, associada a graves tensões políticas.
O mundo já se preparando para mais uma jornada de desafios e medos.. e desenvolvimento industrial.

Em 1924 temos Walter Shewhart e seus gráficos de controle.



Aqui devemos lembrar a indústria de produção Western Electric em Hawthorne, Illinois (EUA), que foi a escola de muitos líderes da qualidade, incluindo Joseph M. Juran, Edwards Deming e Walter A. Shewhart. Juran trabalhou na indústria por 17 anos, Deming trabalhou como estagiário durante as férias, e Shewhart trabalhou nos laboratórios de pesquisa que serviam de suporte para a indústria.

Em 16 de maio de 1924, Shewhart criou uma nova forma de coletar, apresentar e analisar dados. Esse novo método deu origem ao primeiro exemplo conhecido de gráfico de controle de processos, sinalizando o início da era de controle estatístico da qualidade.

A forma original do gráfico de controle permitia que o inspetor documentasse a porcentagem de produtos defeituosos tanto no formato gráfico tabular como no formato gráfico ordenado por tempo. Com o progresso da coleta de dados, os limites computados por meio de estatística passaram a identificar a faixa esperada de produtos defeituosos, alertando o operador para as alterações do processo.

O uso de gráficos de controle, baseados em estatísticas, mudou o papel do inspetor da qualidade, que deixou de identificar e vasculhar produtos defeituosos, e passou a monitorar a estabilidade do processo identificando o momento de ocorrência de alguma variação grave no processo.

Aqui a melhoria da qualidade do produto passa ser o resultado de planejamento e de ações corretivas oportunas e apropriadas.

Conforme os lotes de produção ficavam maiores e mais complexos, no fim da década de 20, foi aumentando a necessidade de métodos mais sofisticados para garantir e controlar a qualidade, o que deu origem a várias funções relacionadas com isso. Nasce, nesse momento, o departamento de controle da qualidade com seus inspetores, inspetores-chefe, supervisores, engenheiros e gerentes.

Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, o aumento de consumidores nos Estados Unidos favoreceu um aumento constante das exigências.

O uso da estatística cresceu e, em 1950, o governo dos Estados Unidos passou a exigir que os vendedores de produtos utilizassem níveis de qualidade baseados em estatísticas.

Acredito que a norma militar MIL-STD-105A foi a primeira norma a ser utilizada como este fim. Ela passou a ser usada por agentes de contratação e agentes de compras, que deixavam definidos em contrato os tamanhos necessários de amostras e as taxas de defeito máximas toleráveis.




Esse aumento de consumo também absorveu o custo adicional de inspeção, permitindo, assim, que as operações continuassem focalizando o volume e a produção, sem necessidade de focalizarem a melhoria da qualidade ou a redução de custos.


Espero que a história não fique um assunto muito chato, mas saber de onde viemos é fundamental, abraços e até semana que vem!


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