sexta-feira, 20 de abril de 2012

Evolução do Seis Sigma - Parte 5



1980: Se o Japão Pode, Por Que Não Podemos?

O embargo do petróleo levou os líderes de empresas americanas à consciência da presença de concorrência econômica estrangeira.
Muitos empresários e técnicos, incluindo toda a equipe da alta direção da Ford Motor Company, foram visitar a Nashua Corp, empresa americana que havia prosperado como resultado do trabalho de consultoria de Deming. Essa empresa mostrou que a melhoria da qualidade era possível fora da cultura japonesa.

Com a renovação do interesse em seu trabalho, Deming começou uma nova carreira aos 79 anos, ajudando os gerentes americanos a entender melhor os conceitos de variação e a importância de se usar métodos estatísticos. Deming apresentou a muitas pessoas uma esclarecida visão da qualidade, utilizando apresentações gráficas (o experimento “red bead”) e pontos-chave fáceis de entender (teoria de gestão dos 14 pontos e os sete males mortais) durante seus seminários de quatro dias.



Juran criou, em 1979, uma série de fitas de vídeo intitulada “Juran on Quality Improvement”, focalizando sua atenção na trilogia da qualidade (planejamento, melhoria e controle) e no conceito de melhorias em projetos. Nessa época também temos a presença de outros grandes lideres da qualidade: Armand Feigenbaum, Kaoru Ishakawa, Yoji Akao, Genichi Taguchi, Dorian Shainin e Shigeo Shingo.

Uma outra pessoa que deu o recado certo no momento certo foi Philip Crosby, com seu livro “Quality is Free”. Crosby escreveu sobre um método de melhoria da qualidade em 14 etapas e apresentou a muitos de nós o conceito de “Zero-Defeito”, baseado no programa espacial dos Estados Unidos. O livro foi considerado por muitos gerentes como a receita infalível para o sucesso.
Assim, nesse momento da história nasce a necessidade de um padrão de definição para a área da qualidade.

Em 1987, a Organização Internacional de Normalização (ISO), sediada em Genebra, instituiu uma série de normas para a área da qualidade, que foram adotadas pela maior parte do mundo industrializado para servir de norma única e mundial. Baseada inicialmente na norma para sistemas da qualidade BS 5750, a ISO 9000 detalhava os elementos-chave de boas práticas da qualidade.

A criação da ISO 9000 ajudou a definir muitos dos elementos ligados às boas práticas da qualidade, mas não garantiu a boa qualidade do produto ou sua adequação para uso; ela apenas abordava a questão da coerência no processo.

Através de toda a década de 80, as operações de produção sediadas nos Estados Unidos continuaram a perder terreno para a concorrência estrangeira, que melhorava constantemente.

As empresas japonesas acreditavam na ajuda mútua e na divulgação das melhores práticas para seus compatriotas, diferente do que acontecia em terras americanas.

Então, em 1987, o Governo dos Estados Unidos instituiu o Prêmio Nacional da Qualidade” Malcolm Baldrige”. Esse prêmio é entregue anualmente pelo presidente e se destina a fornecer uma definição operacional para a excelência empresarial.
Os dois aspectos fundamentais do Prêmio Baldrige são a promoção da divulgação das melhores práticas e o estabelecimento de um referencial para sistemas da qualidade. A satisfação do cliente deve ser o principal estímulo para os projetos e as realizações da empresa.

A Motorola ganhou o primeiro Prêmio Baldrige, uma vez que reconheceu a necessidade de focalizar a melhoria da qualidade. O prêmio serviu para confirmar que ela já possuía e aplicava um método de qualidade baseado em métricas e focado no cliente, que daria origem à atual metodologia Seis Sigma...

Boa semana!!




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