terça-feira, 2 de abril de 2013

Boa segunda!

Foi um feriado prolongado, de muito papo bom.

E, em um desses papos, conversamos sobre como o mundo ficou "pequeno" com a evolução das redes sociais. Encontrei e conheci pessoas que eu já "conhecia" via Facebook ou Linkedin...

Falei sobre esse assunto aqui nesse espaço e estou reproduzindo o mesmo texto por achar que ele "fecha" com os meus sentimentos de gratidão dessa Páscoa que foi mágica.

Abraço


Mundos pequenos


Em estatística trabalhamos conceitos de probabilidades, e eu sempre utilizo exemplos que trazem “essas probabilidades” para o nosso dia a dia.
E com a realidade das redes sociais, a ideia de “mundos pequenos” é sempre interessante como exemplo de probabilidade.

É atribuída ao escritor húngaro Frigyes Karinthy (Budapeste 24 de Junho de 1887 — Siófok, 29 de Agosto de 1938) a primeira referência à Teoria dos seis graus de separação, que surge no texto com o nome original 'Cadeias', incluído na sua coleção de pequenas histórias 'Tudo é diferente' publicada em 1929.

O personagem desta obra tenta, por meio de vários exemplos, mostrar que as pessoas estão ligadas por um pequeno número de ligações, o que deu origem à célebre expressão 'seis graus de separação'.

Essa ideia foi popularizada na década de 1990 com o texto “Six Degrees of Separation”, escrito por John Guare, que teve adaptações para teatro e cinema. 

Chamado de “Mundos Pequenos” o experimento foi proposto por Stanley Milgram (psicólogo graduado em Yale) em 1967, para verificar se estamos realmente separados de outras pessoas por “seis graus”, ou seja, seis pessoas que estariam ligadas duas a duas. Por meio de cartas enviadas a 296 voluntários ele verificou um número médio de pessoas de separação entre dois indivíduos era de 5,2.

Com o passar dos anos chegou a nossas mãos a tecnologia da internet, e com ela o uso cada vez mais frequentes das redes sociais. Foi então que,  pouco tempo, o Facebook em parceria com o Yahoo decidiu testar também a teoria dos mundos pequenos. A dinâmica era muito parecida com a usada na década de noventa, mas dessa vez, ao invés de cartas, a ferramenta de pesquisa era feita por mensagens enviadas via Facebook.






Segundo o blog do Facebook (http://blog.facebook.com/), este resultado foi obtido usando ”algoritmos desenvolvidos no Laboratório de Algoritmos para Web (LAW) da Università degli Studi di Milano, e assim foram capazes de aproximar o número de saltos entre todos os pares de indivíduos no Facebook.
Blog do facebook: “Descobrimos que “seis graus” realmente exagera o número de ligações entre pares típicos de usuários: Enquanto 99,6% de todos os pares de usuários estão conectados por caminhos com 5 graus (6 saltos), 92% estão ligados por apenas 4 graus (5 saltos). Quando os estudos se concentram em um único país, os pesquisadores descobriram essa média cai para 3 graus ( ou 3 saltos)”.

Enquanto a Internet tem conectado as pessoas umas as outras, o Facebook disse que as redes estão nos ajudando a ficar mais ligados.

O blog conclui que a distância média entre as pessoas está caindo com o crescimento das redes sociais. Podemos destacar o crescimento do próprio Facebook, que passou, no Brasil, de 8,8 milhões ao final de 2010 para 35,2 milhões em dezembro de 2011, uma alta de 298,5% no intervalo de um ano. (http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI287869-16355,00-BRASIL+E+O+PAIS+COM+MAIOR+CRESCIMENTO+NO+FACEBOOK+EM.html)

O Blog ainda diz: “as redes representam uma fração cada vez maior da população mundial, que se torna cada vez mais conectada, e que se a distância média em 2008 era de 5,28 graus agora é 4,74”.

No entanto, o blog do Facebook admite diferenças no seu estudo e aquele realizado por Milgram:“É importante notar que, embora Milgram tenha sido motivado pela mesma pergunta (quantos indivíduos separam duas pessoas quaisquer?), estes números não são diretamente comparáveis; seus voluntários tinham conhecimento limitado da rede social, enquanto nós temos uma representação quase completa de como funciona a coisa toda (a rede).

As medições essencialmente descrevem as rotas mais curtas possíveis do que aquelas que os voluntários poderiam ter encontrado”. Essa pesquisa mostra que todos podem estar a menos de 5 graus de distância de pessoas como o mexicano Carlos Slim (o homem mais rico do planeta) ou até mesmo do próprio Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.


São probabilidades, pense nisso!! Boa semana!



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